Por mais chuva que me lave, nada me tira o peso que me tomou.
Simplesmente não escorre de dentro de mim para fora.Ficou preso por fios de prata e magoas de sal...
Acho melhor infligir-me uma dor maior de modo a apaziguar esta, que dor maior seria? Não sei...
Pela saúde do meu olhar que me olha agora neste instante que fui uma crente, apelidada de vilã, de ultrajante...
Nada que não seja tão comum a cada porta desta minha vida. Acho que nas minhas muralhas estarei a salvo, nada de voar (o anjo não sou eu) aqui é definitivamente mais seguro.
Agora e nos próximos tempos não direi nada que faça sentido, visto que tudo se despiu do mesmo em prol duma nudez nada esperada, em honra de nada. Serei só eu agora aqui, em tempo fomos mais, deixem-me habituar ao silêncio que me foi imposto...acho que quero mantê-lo e difundi-lo. Quebrei profundamente, a lástima de querermos agradar a todos, de nos dividirmos em mil não me trouxe mais que um mergulho no mais profundo de mim mesma. A mesma que já sorriu, se contorce de pé porque é importante permanecer-me em pé nesta hora.
Todos os gritos que me doem no consciente, todas as marcas que me ostentam no ar abatido fazem que me doa demais, a dormência que me impede a reacção deixa-me mais exposta ainda à ironia.Não quero ir por aí, porque quero manter-me lúcida. Hoje estas lágrimas são minhas na exclusividade, amanhã eu não sei...
O meu plano agora não é nenhum, porque tudo se quebrou como estilhaços na frente dos meus olhos incrédulos. Deixo os adjectivos para depois porque por mais que me ocorram não estariam altura de tudo isto.
Os meu desejos hoje são para mim:
Desejo as pazes comigo mesma.
Pearl

















