
Quantas mortes já causei eu à minha passagem? quantas vezes eu já morri quando passaram por mim.
Que rumo foi este que tomei e não consigo voltar atrás.
Estou tão confusa como uma borboleta no seu primeiro dia de vida.
Nunca serei uma mulher que se coloque em pause, nunca... e acho que nem conseguiria sê-lo.
Prefiro a vertigem insana do arrebatamento do que uma morna e suave brisa que de tão longinqua nem se sente.
É aí que me pergunto quantas mortes já causei com o meu modo de ser e quantas vezes já morri ás mãos deste meu modo de ser...quantas vezes já me mataram por ser assim.
Vejo tudo tão claramente porque a minha racionalidade não me deixa que veja de modo turvo, vejo tudo tão fora dos seus lugares que não suporto a confusão que tudo me faz.
Na minha vida tudo tem o seu lugar, tudo, não as mudo de sitio quando não me dá jeito, ou não me apetece(ou não posso) interagir...tudo está bem definido e quem ocupa espaços na minha vida, normalmente é para toda a vida, porque são tão poucos, quase nenhuns. Aprecie-os e como diz a música "nutro-os" sempre que posso, e eu posso quase sempre.
Tudo o que dou afectivamente não é retornado na mesma dimensão e raros são os casos em que acontece o contrário. Agora coloco a questão:será que sou eu que dou demasiado? ou será que sou exigente? nunca saberei, eu sei.
A única coisa que sei, é que fica um vazio difícil de suprimir, fica o desejo de querer e não poder ter, fica o anseio de tudo o que planeei não se concretizar.
O meu espírito é de evolução constante, sem isso paro e morro mais uma vez.
Sou o que consigo ser
assim como cada um de nós é o que consegue ser, nem mais nem menos.
Pearl


















