sábado, 20 de dezembro de 2008

Conto - Carta de Natal


Os 29 anos são uma idade de reviravolta na nossa vida. A entrada nos 30, faz-me pensar no que vivi, no que ficou por viver, e com espírito positivo penso no que tenho para viver contigo. Há 4 anos atrás, quando casei, dava o passo certo com a pessoa que durante 2 anos namorara. Era a pessoa perfeita para juntar uns quantos trapos, mobilar uma casa, partilhar os lençóis…constituir uma família, mas tudo isto há precisamente 4 anos atrás. O casamento traz-nos experiência, amadurecimento e responsabilidades acrescidas. Traz-nos sobretudo sabedoria. Termos certezas do que queremos, principalmente o que não queremos. A fidelidade acima de qualquer coisa, perante qualquer tentação. Enquanto essa tentação não fosses tu… Entreguei 6 anos da minha vida a alguém que pensara ser a mulher da minha vida. Hoje interrogo-me quantas pessoas existirão, na nossa passagem por este mundo.
Resumindo, não me sinto arrependido de ter casado, de ter testado o meu limite, de ter-me entregue como somente pudesse amar uma única vez. Fui feliz enquanto amei… Não se deixa de amar de um dia para o outro. A verdade está nos actos que se cometem numa união. Jamais desgastam o amor, mas sim a relação. Confesso(-te) que o comportamento chave para um relacionamento é o auto - controle. A cumplicidade, a confiança, e o amor são sentimentos aliados à nossa própria pessoa nutridos pela pessoa amada em questão. Conhecer-te foi desafiar o destino, sabendo e tendo noção do perigo que corria em cada passo que dava na tua direcção. O importante eras tu!És Mulher, e nunca te sonhei de outro modo.
Apareceste na altura certa e hoje agradeço-te pela insistência, pela paciência, pelo apoio, pelo carinho com que te embrulhaste para mim… Lembro-me particularmente, de há um ano atrás, puxares pelo meu queixo elevando a minha boca à tua sentindo o teu calor sussurrar junto à pele dos meus lábios ‘Amar-te-ei sempre, independentemente do resto.’ (Fascina-me essa tua determinação. )Entregaste-te num beijo longo, demorado. As luzes do pinheiro de Natal reflectiam bruscamente no teu rosto e após meses de conversação, troca de mimos, de amor sem promessas, traía os meus princípios e valores obtendo certeza que a força do nosso beijo era o que queria para a vida. Em nada te julgo. Agradeço por existires em mim.
Amo-te por isso.
Pelo o que me fazes sentir quando estou contigo!
Sempre teu...
Feliz Natal meu Doce e Parabéns por um ano de Amor…
PS: o que nos vale trocarmos presentes se tudo o que posso dar está (também) nestas linhas!?
Ser feliz é lutar pelo que parece impossível visto que o possível é o que temos!
(continua...)
Pearl & Atittude

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Eu...


Perco-me em palavras cercadas de amor, em momentos raros numa vida única!
Suavidades de uma pele tão minha e sem corpo...angustiante o que nos separa e se reflecte nos nossos olhos!
Entre o poder e o acontecer existe a distancia de uma vida mal vivida, o prenúncio dum final que evito a todo o custo, serei eu...serei eu a ré ou juiz na minha acusação!?
À medida que me vejo caminhando cabisbaixa por entre tudo aquilo que escolhi para mim, reparo nos vazios que não valorizei, que não assisti, perdi-me entre tudo e fiz durar o nada!
Tenho a certeza que meus passos ficaram marcados na estrada que percorri sem fôlego tantas vezes, sem força ou coragem de o fazer, de todas as manhãs em que me olhei ao espelho e vi a minha imagem mergulhada numa imensidão de lágrimas e na tua partida algo de mim partia também...sempre e sempre e vezes sem conta, até chegar à exaustão que me afunda agora! Doei-me sem cobranças, sem traumas mas notando sempre que no fundo permanecia sozinha como desde do dia um...escolhas....as minhas como sempre!
Não posso deixar de sorrir enquanto choro, enquanto me sinto a ultima da lista, não posso deixar de perceber que apesar de tudo eu estou bem...
Queria poder dizer-te tudo sem chorar mas é algo que ainda não consigo fazer...falar-te de nós sem me sentir a perder-me de mim, ter as nossas conversas sem as diluir em lágrimas que já secaram mas retomam posição constantemente!
Enquanto abaixo a minha cabeça depois dum longo dia em que fui guerreira imparável, intocável...recolho-me nas minhas solidões adoçadas por sonhos de cristal fino e passados perdidos com emoções vividas!
Aguardo teimosamente pelo o sono que me levará novamente ao de sempre, ao que escolhi...
Sonho...sonho sempre, sem nunca me desviar dos sons que gosto, dos sorrisos que preciso!
Aguardo novamente pela renovação da minha determinada forma de ser...tenho nas minhas causas as minhas derrotas...tenho as minhas guerras pautadas pela paz de saber que um dia termino!





Pearl

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Urgente2

Um devaneio que singelamente começou nos meus comentários, ganhou forma, lugar e vida aqui!!

Eu só tenho que agradecer com mil sorrisos e dizer que está lindíssimo!!


Obrigada Alexandre!


Pearl

domingo, 14 de dezembro de 2008

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Duetos

Abafemos o som das dores
soaremos só o riso,
fecho os olhos
e o que vejo é transparente
claro como o nada
claro como os olhos que escondo
húmido como a chuva que te molha!

Sei pelo o que anseio,
anseio a coragem que me levará mais longe
longe de mim...longe da incredulidade de quem me rodeia!
Tudo serve
mas nada presta!
Tudo se atinge
mas nada permanece!

Preciso de ar,
a asfixia dos venenos que inalei
corroem-me de modo permanente!
Preciso de luz
porque permaneci no escuro
demasiado tempo...
os meus sonhos diluíram-se nos tempos idos
esfumaram-se na minha memória intemporal
adquiriram o aspecto de passado!

Dentro do meu tempo
vivo sem um tempo certo
no meu relógio não existem ponteiros
tenho-me nos tempos que se foram
nas noites que já partiram!
Fico-me na noção de tudo isto,
numa profunda luta
porque devo gratidão!

Quero lembranças novas
quero horas de mudança
quero a luz do escuro que me trará de volta
sentindo-me imensamente grande
em relação a tudo mais!

Se me olhares nos olhos que já não choram
é a mim que encontrarás lá,
se me sentires num abraço sem penhora
é a mim que sentirás
se não tiveres medo do que sou
serei eu que estarei lá
sempre no meu inconformismo
mas estarei lá!


...sou sempre eu que escrevo!
...sou sempre eu que espero!



Pearl

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

meu


Tenho o ouvido embalado com algo que guardo no meu mp3
acompanha o meu passo num dia de egoísmo puro...
quero tudo o que é meu...quero tudo o que quero!
Não cedo nem o milímetro do que me foi dado/oferecido...é meu!
E não abstenho a revolta de gritar...
não toques!
não uses!
não disponhas do que não te pertence
é meu pelo direito que conquistei de poder ter!
Hoje não é um bom dia para partilhas
nem doações de mim para ninguém!
Sou eu que quero e digo mais uma vez
não dou...é meu!
Livremente não posso continuar a ceder!
Não posso acompanhar-me de isenções estúpidas que só me ferem!
Aquilo que os meus olhos vêm, ilustram a verdade
da minha tomada de consciência egoísta!
No meu salvamento pelo egoísmo eu serei salva!






a mim o que é meu...
Pearl


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Perspectivas-Final

Guilherme viu-se naquela situação surreal em plena rua praticamente nu, porque é que não ficou em casa, porque é que acha sempre que precisa de aventura quando ela não está, quando todos os momentos de máxima aventura foram com ela. De repente sentiu-se um “merdas”, um homem infantil que age pelas costas, que não sabendo muito bem o que procura anda em busca de algo. Perguntou envergonhadamente as horas a alguém e ao dar-se conta que a sua mulher estaria perto de estar em casa, Guilherme deixou de ter pressa...simplesmente parou de correr contra ele mesmo e decidiu ir para casa com a calma dos guerreiros, porque hoje pela primeira vez em muito tempo decidiu lutar pela sua vida!
Calmamente tocou à sua própria campainha afinal ficara sem nada...nesse instante os olhos da mulher do bar encheram-lhe a mente, apercebendo-se deles tristes…só agora percebeu a perdição daquela mulher, a profunda amargura de uma ferida recentemente aberta! Que figura a dele…
A porta abriu-se assim como os olhos da sua mulher, lancinantes…inquisidores, sabia que tinha que encher o peito de ar para o que aí vinha..."Esta minha figura deve-se ao facto de ter sido assaltado numa zona menos recomendável, o que lá fazia? procurava sexo fácil, se o encontrei? Não, nunca encontro, normalmente volto para casa um farrapo devido aos whiskys velhos e sem tostão porque acho que se lhes pagar copos terei atenção"
"Não suporto esta vida...amo-te mas não consigo mais. Perceber que nos afundamos em tudo e deixamos morrer a cumplicidade… os planos de futuro, já não te vejo mais, já não sei como foi o teu dia, como andas. Perdi-me de ti, e tento-te encontrar em todas as esquinas que passo. Quero-te de volta, quero-te como és hoje mas com vontade de estares comigo, não quero tentativas de seres o que já foste, quero o real de ti com o melhor e o pior, não essa versão indiferente e distante que adoptaste nos últimos tempos...Nunca tive nada de especial com ninguém, tentei mas não consegui, elas não são tu, elas não têm o teu cheiro...ar, doçura. Vou parar de procurar porque eu já encontrei quem quero... diz-me tu se já encontraste o que procuras!?"

Helena em casa…furiosa, inquieta vingava-se como podia ou seja empilhando tudo inclusive sonhos numa caixa…sentindo-se ridícula com todo aquele enxoval tardio. Olhou para um quadro que haviam adquirido em Londres num leilão, o quadro ostentava uma paisagem de uma casa de campo, tinham-no adquirido porque representava um sonho, Helena percebia agora que era um sonho alimentado só por ela. Lembrou-se das peripécias daquela viagem de “negócios”, a sorte de terem conseguido um voo tardio na EasyJet, Helena recorda todos os surpreendentes fins-de-semana, assim como todas as horas de almoço em que não comeram de facto! De
forma masoquista ainda relembra o complexo de culpa de cada vez que estavam juntos, percebeu a forma como isso tinha envenenado a sua vida e como tudo lhe parecia impossível agora que acabou!
Tudo ali se amontoava diante de si, sem misericórdia…
Tudo fora descoberto pela esposa de Ricardo de forma estudada: a visualização de uma sms, destapou a história deles de forma vil e baixa. Ela teria preferido que Ricardo tivesse exposto a situação deles à sua mulher de forma adulta mas ele fora covarde, deixando o romance deles a inevitabilidade do acaso. Dois anos da sua vida que deu a Ricardo, dois anos que tiveram como combustível a hipótese ténue de ficarem juntos, como pode ter sido tão estúpida!
Ricardo ignora-a durante dois dias, até ao dia que ela o confrontou no estacionamento do emprego, ele diz-lhe de forma amarga e fria…
-Desculpa Helena não nos podemos ver, a ultima sms que me enviaste de forma irresponsável foi “apanhada” pela minha esposa, deu-me cabo da vida, não estou para isto, sou casado Helena não sozinho como tu…tenho que ir, cuida-te!
Helena ficou…destroçada, ficou no estacionamento durante tempo indeterminado, soluçando, avaliando se tinha tido culpa numa história sem réus, dali conduziu sem destino ou coragem, estacionou à frente do primeiro bar que encontrou e entrou. Pediu o wisky preferido de Ricardo “Logan 12 anos por favor sem gelo…” e ali esteve por mais 2h a olhar para o copo, quantas vezes beijou Ricardo entre um gole de wisky e outro. Não chegou a provar da bebida, Helena não bebia…saiu tarde do bar, chegou a casa e enfiou-se no duche…

Ricardo tem uma relação próxima com mãe, fez dele um homem sensível, atento e fascinado pelo o universo feminino, facto que levou a ser director duma revista feminina muito em voga…Perdeu o pai muito cedo por isso a mãe foi a heroína da sua vida, a falta de uma família completa desenvolveu nele uma carência que foi preenchida quando casou e teve o primeiro filho, sentia-se o homem mais realizado do mundo…
Nessa manhã a sua mãe só lhe disse calmamente como era sua característica:

"Não queiras ser tu o primeiro a ter uma vida planeada, a vida não se planeia a vida vive-se de modo tranquilo mas aguardando sempre a mudança, somos seres voláteis que não se acalmam com o que têm!...errantes ...que tentam fazer bem, tantas vezes sem sucesso!”Ricardo chorou em silêncio com a mãe, mostrando-lhe que não fora leviano que nunca tencionou apaixonar-se mas que aconteceu e agora perdeu tudo inclusive Helena…o sopro que a vida tinha lhe dado com generosidade, simplesmente fora desprezível com ela. A mãe de Ricardo continuou “…pára um pouco antes de mais, dá-te tempo a ti mesmo, avalia o que pode ser salvo, se puderes salvar o respeito e amizade para com a tua mulher, faz isso. Se puderes salvar a condição de vida da tua família, faz isso…mas antes de mais salva-te a ti mesmo dessa espiral que te envolveste!”
Ricardo entrou no duche e deixou que a água quente lhe limpasse as lágrimas, deixando que a lucidez sobressaísse neste momento de dor na sua vida e de várias pessoas, a culpa que sentia seria sua para sempre, mas tencionava salvar o que fosse possível!


Helena corria pela manhã…sentia-se melhor, passaram-se 15 dias desde daquela noite, 15 dias que não mais vira Ricardo, lentamente sentia-se a voltar a si!
Corria de forma rápida e segura, parou de modo brusco ao encarar Ricardo…ali!
Ricardo saiu de casa de modo brusco, corajoso…tinha que falar com Helena, nessa noite leu e releu sms’s, leu e releu na sua mente as imagens de paixão que teve com Helena…o gosto da pele morena, as olheiras que ela detestava mas que lhe davam um ar de mulher, a pele que empadelicia da parte da manhã. Das mão geladas que o tocavam de forma sublime, dos momentos de entrega deles mesmos um ao outro…sabia que o que viveu com Helena era único. Helena era linda, segura…recordou-se da primeira vez que ela lá tinha ido a empresa…alta, formal que contrastava com o desalinho do cabelo encaracolado…

Ao deparar-se com Helena no parque…não foi proferida palavra, ela estava ali ao alcance dele…Ricardo num gesto tão familiar a Helena, retira-lhe uma mecha de cabelo da face e iniciam a sua caminhada...nesse instante na sua direcção contrária aparece o parvalhão do bar (reconhecem-se) com uma mulher, Helena apercebe-se da tranquilidade que eles imanam, dos sorrisos cúmplices e os gesto entusiastas…desejando isso mesmo para ela, dá definitivamente a sua mão fria que Ricardo recebe de forma desejada…



Pearl

Desafio

Foi-me proposto pelo nosso querido Bento terminar o seu texto "Perspectivas" que podem ler aqui e aqui. Desafio que aceitei cheia de medo mas com muito prazer!
A minha parte será publicada aqui também!

Pearl

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Blog

Perto das 13.500 visitas não vou fazer nenhum balanço, só posso dizer que gosto muito de ter o blog, que me tem trazido coisas muito boas e a melhor de todas tem sido a possibilidade de abrir outros mundos que se não fosse assim nunca teria tocado!

Mais uma coisa, muito obrigada por tudo especialmente por tocarem o meu mundo tambem!

Pearl

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Remexendo nos mil apontamentos que aqui tenho, deparei-me com algo que li há uns tempos e copiei com a minha mão, numa folha branca com lápis a carvão...Algo que ainda hoje me emociona, que guardo junto daquilo que sou agora!
Verbalizar a revolta, dar os nomes aos itens que te perturbam que te matam não é fácil nem comum!Conseguires aperceber-te daquilo que queres e buscas, daquilo que te assusta!
Cumplicidades que se formam num meio improvável e vazio, oscilando entre a loucura e lucidez, seja como for há coisas que existem de facto, há coisas sem importância nenhuma que valorizo também...são as minhas coisas...que relembro e acarinho!

Pearl

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Mão Dada


Pego-te na mão
deslizo na tua tez
tal e qual uma ave cheia de rumo!
Mostro-te aquilo que sou
...o que já fui não é recuperável!
Nem tudo é mau em mim ultimamente!
Deixa-me pegar-te na mão!
Deixa-me levar-te comigo,
o meu mundo não fica assim tão longe!
Basta que abras a razão
e que me vejas sem lentes.
Que me dês os teus segredos
apaixonados ou não!
Negros ou coloridos
doces ou sofridos!
Que me vejas com a alma
e me recebas de coração!
Aperta-a com força
de modo a não me perderes
de modo a que te prenda mais perto!
Pego-te na mão
sem medo, castigo ou perdão!
Será mais fácil se te levar,
serás mais leve ao amar.
Se me deres a tua mão,
se me provares que me sabes!
Serei eu por ti,
serei eu por mim,
serei de novo
uma que nunca fui...
Porque aqui e agora
(de mãos dadas)
Sou eu em tudo o que te quero dar,
em tudo o que te quero mostrar!
Pearl

sábado, 29 de novembro de 2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A posse...

Por vezes encontro-me na sequência de me aproximar de ti por trás!
Sentes-me sempre assim, por mais que queira fazer-te surpreender!
Será o ar que se mexe ou o perfume que me antecede, mas de facto ainda não te toquei e sabes que já estou presente!
Não é comum para mim, não é comum não te sentir quando tu me sentes!
Antecipas tudo o que te quero dar nesse momento, arrastando unicamente o meu olhar de perversão adiando o toque, a posse…é, sei que te perdes naquilo que te faço esperar, naquilo que não te dou no teu momento certo!
Tu antecipas-me e eu atraso-te assim caminhamos no mesmo compasso sem atropelos…sim, voltando a ti, não me desconcentro não
Sedutor na medida certa profundamente natural chocas-me com o desprendimento de não teres noção de ti mesmo, (não lamentando esse facto) faz de ti uma pessoa naturalmente linda…
A esta hora a tua camisa cai mudamente no chão de madeira quente e novo…beijo-te as costas suavemente, arrefecendo de seguida a pele húmida, os meus dedos acompanham deslizando as unhas nos teus ombros… arrepias-te!" ...isso!"
Sussurro-te “vá, aguentas bem mais que isso!”…mas não, deste-me poder e eu uso-o sem acanhamentos “és meu” refiro-te…
Tentas voltar-te mas não ...ainda não, ainda não terminei...a tua respiração denuncia-te, os teus movimentos pulmonares não me enganam (mordo o lábio)…
Busco a linha do teu cabelo e da nuca, pressiono-te sei que gostas, que não resistes, que te subtrais para depois te multiplicares! beijo-te o lóbulo da orelha...
Não toleras e voltas-te olhas-me, afundas-te dentro da minha mente, inebrias poros e sentidos, revoltas os meus mares mortos…
Agarras-me numa veemência quase violenta, reparo como a tua mão marcou a minha pele mas não importa pois eu já te marquei muito mais não foi? o que aparentemente não se vê é muito mais notório!

Quase que me empurras em direcção ao teu mundo mas eu já estou dentro dele e tu dentro de mim…permanece-te em mim!


Pearl

domingo, 23 de novembro de 2008

Jantar...




Portentosa imagem a tua, carregada de um erotismo escandaloso,
explicito e corrupto!
Perante a minha tentativa frágil mas imensa de manter-me em mim...
Detalhadamente sentes o meu perfil
abraças a minha aura
e filtras a magnitude daquilo que somos...
Nada tristes nós,
nada frios parecemos!
De repente a parceria desaparece
emergindo uma envolvência madura!
Alimentada de àgua cristalina
vinho do melhor
que eu vou dispensar...prefiro outros sabores!
Sentindo-me perto
viajas na descoberta daquilo que és, somos...
Palavra que puxa palavra
sorriso que gera riso!
Lábios que caminham nos movimentos nervosos
mas com coragem...
É bom o teu beijo
é bom o sabor
…o travo do vinho que escolheste beber...
o cheiro de perfume que decidiste usar!
Limpo, doce...é o teu sussurro no meu ouvido
que arrepia na minha pele a necessidade por mais...
...demais! Nunca será demais...
A vela vai queimando o nosso oxigénio já escasso…
Perfumando o ambiente de veludo
ansiando rasgar a leve seda que nos separa!

Um beijo que fica,
Um beijo que marca(s)!


A tua presença silenciosa
mas tão marcante,
visível numa luz só nossa...
Nunca a desligues, nunca a detenhas!
Despes-me com o olhar
vestes-me com o tocar!
A música calou-se mas o som é musicado…
E nessa música pertencemos só a nós…


Pearl

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Simples mas Quente

Sou apreciadora de "quente" se fôr chocolate tanto melhor!
Pearl

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Suavemente entro
sem fazer barulho
sem soar um som...
Abro a porta que me separa de tudo,
mais uma vez sem tocar no chão
sinto a pele do pé a arrepiar-se!
Fecho tudo o que ficou para trás
e enfrento o que está para mim.
Abro os lençois
que frios tocam a minha pele quente
envolvo-me neles,
com eles
acariciam um despudor prometido!
Segura-me no olhar
prende-me nas tuas mãos!
Lá fora faz sol
mas aqui dentro tudo é Universo,
tudo se destina a ser assim...
e mesmo na constante mudança
na constante voltagem da vida
eu sorriu!
Frequento o meu próprio mundo....
sinto-te presente no presente!
Posterior no futuro...
Aguardo tudo sem esperar,
desespero nada sem guardar!
Pearl

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Marcas

Deixo as minhas marcas
à minha passagem
marcas de mim em ti
marcas de palavras que te disse,
que retribuiste...
As marcas de um trajecto acidentado
mas feito e sentido!
Deixo as marcas dos meus dedos
na tua pele...
As marcas dos teus olhos
refugiados no meu mundo!
Marca-te com a minha lágrima
que escorre na hora de terminar!
Marca-me a mim
com o sorriso e olhar resplandescentes!
São marcas
suaves
brilhantes
intemporais
são as minhas,
as tuas
e as que hão-de vir
...são as marcas de uma vida!
Pearl

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A vida é feita de chegadas e partidas e pelo meio despedidas umas que nos aliviam outras que se recordam no tempo de uma vida!
Apesar do meu blog já ter visto melhores dias não pretendo deixa-lo(para já) a partida que falei ontem não tinha que ver com o blog em si! nada melhor que viajar.
Agradeço o carinho e peço desculpa pelo mal entendido…
Ter portátil é como ter o blog dentro da mala ao alcance da mão, posso leva-lo para todo o lado. Apesar de não estar tão presente ando por aqui…
E com muita pena minha não sou proprietária daquela mala espectacular (ainda)!


Já me despedi vezes demais mas no entanto nunca parti…


Pearl

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Partida

Adoro ver a expectativa ao longe no momento da chegada
por isso e agora mesmo vou acelerar a partida...
Saio agora mesmo
levando só o melhor,
transportando só
a capacidade de ser feliz
...
Pearl

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Frio

(by Pearl)

Caminho de contra o vento, está frio mas não chove.
Sinto o cansaço do muitos momentos passados e futuros!
O meu cabelo revolta-se soltantdo os caracóis livres nos últimos dias.
A humidade crava-se na minha pele dando um ar gélido à minha imagem.
...mas calmo!

docemente calmo...
O vento que me fustiga sacote tudo o que me amedronta!
O meu passo permanece célere… em frente!
Fecho o casaco,
aperto a encharpe que teima em fugir.
Por mais que me vista sinto sempre frio,
por mais que me protega sinto sempre dor!
A chuva começou a cair
agora terei que abrigar-me ou não!
Agora terei que esconder-me ou não!
A chuva cega-me,
o ar abandona me,
o vento gela-me!
Mas...
finalmente
Elevo o olhar
e vejo-te(me).


Pearl